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:: Regras da Trilha ::
Esteja
com a moto sempre em ótimas condições para não ficar na mão.
Preocupe-se com seu companheiro que vem atrás, olhe sempre que possível e sinalize
os perigos do trajeto com os braços.
Máxima atenção ao ultrapassar, só o faça em locais seguros ou quando o trilheiro
da frente der sinal.
Ajude sempre quem está em situação difícil na trilha, uma hora pode ser você.
Respeite a propriedade alheia, feche sempre porteiras e colchetes.
Cultive relações amigáveis com os proprietários das terras onde circula, depende
deles aceitar ou não sua passagem.
Não ande na cidade como estivesse numa trilha, respeite as leis de trânsito,
atenção redobrada em área urbana, diminua a velocidade sempre que avistar alguém
ou cruzar uma vila.
Pilote sempre bem equipado. Use a cabeça! Não vai sair batendo ela ai em qualquer
lugar.
Prepare-se fisicamente, a trilha exige muito esforço físico e pode ser desgastante
a ponto de causar fadiga.
Não tome bebida alcoólica antes ou durante a trilha, lembre-se que não é fácil
resgatar alguém no meio do nada. Esteja sempre nas trilhas, só se aprende com
a prática.
:: Dicas de Pilotagem ::
Com um posicionamento
correto na moto você pode evitar grandes tombos e melhorar sua performance nas
trilhas, desde as trilhas de baixa até as de alta. Às vezes pode se sair de
situações difíceis usando apenas o equilíbrio, pode-se ficar em pé na moto,
e ir balanceando o peso do corpo para deixar a moto em equilíbrio, mantendo
o motor funcionando com a embreagem apertada, pode-se analisar e decidir para
onde se pretende seguir, soltar a embreagem e ir acelerando de forma contínua,
mantendo o equilíbrio da moto, caso a moto ameace cair, pode-se usar o motor
a favor, acelerando rapidamente e livrando-se do obstáculo. Manter sempre os
cotovelos altos, um pouco acima do guidão também ajuda. Outra coisa que ajuda
é manter sempre os dedos indicadores sempre sobre os manetes, isso aumenta a
sua velocidade de reação e faz com que erre menos. Para facilitar transpor os
obstáculos, ficar sempre em pé na moto. É importante evitar acelerar ou frear
de forma demasiada brusca. Isto pode provocar descontrole e implicar em sua
queda. Outra regra: use a embreagem apenas para a troca de marcha. Evite ao
máximo empregar a embreagem como recurso para superar obstáculos, tal atitude
pode danificar seus discos.
Subidas: posicione o seu corpo para a frente do banco, evitando que a
moto empine. Elas podem ser enfrentadas de duas formas: Nas subidas curtas,
o piloto pode ficar sentado, com o corpo inclinado para frente e pegar embalo
para vencer a inércia. Nas subidas longas o piloto deve ir de pé na pedaleira,
com o corpo para frente, controlando a aceleração para não levantar a roda dianteira.
Descidas: posicione o seu corpo para trás do banco, forçando o guidão
com as mãos, procurando ficar em pé na moto. Agindo assim, o peso de seu corpo
implica em rebaixar o centro de gravidade, dando maior equilíbrio ao conjunto
piloto-moto. A principal advertência não deixar a moto derrapar com a roda dianteira.
Em descidas lisas ou molhadas deve-se ter cuidado com o uso do freio dianteiro
para evitar o travamento.
Curvas: as curvas de baixa normalmente são cotovelos que ligam uma trilha
a outra ou curvas com piso extremamente escorregadio ou movediço, nesse caso
é necessário que o trilheiro freie forte antes de chegar na curva, utilizando
os dois freios, na margem de 70% o dianteiro e 30% o traseiro (se for piso de
terra abatida, se for piso mais escorregadio, desconsidere), entrando na curva,
você pode contorno lento, que basta você virar a moto e acelerar vagarosamente
até a curva terminar, na retomada acelere firme e aumente gradativamente as
marchas. A outra forma exige mais experiência do trilheiro, você inclina a moto
em sentido da curva e atinge o giro de cruze do motor, a roda traseira derrapa
e faz o contorno da curva derrapando, é o chamado “facão”. Já nas
curvas de média e alta é necessário que o trilheiro tome muito cuidado, pois
os cravos dos pneus limitam o ângulo de inclinação no piso, para efetuar a curva,
freie brevemente antes, e quando se aproximar da curva, reduza uma marcha e
acelere de forma contínua, tracionando a moto na curva, e vai inclinando a moto
até o limite que você sente estar correto para efetuar a curva, posicione o
corpo mais para a frente e vai jogando a perna para o sentindo da curva, proporcionando
maior segurança e equilíbrio para o piloto.
Buracos: são inevitáveis nas trilhas, tome cuidado com erosões que formam
verdadeiras grotas pelo caminho. Caso o buraco seja pequeno reduza a marcha,
puxe o guidão e acelere, a moto vai dar um empinadinha e passará por ele. Caso
seja grande, se segura, depois de cair dentro é preciso que o motociclista puxe
a roda dianteira da moto, junto com outra pessoa para sair.
Erosões ou Cavas: são erosões formadas por enxurradas que às vezes são
tão grandes que quase escondem a moto dentro. Nas cavas grandes preciso tomar
cuidado para não entortar os pedais de câmbio e freio. Você pode tentar jogar
o pneu dianteiro na parede da cava e tentar sair do outro lado, mas, nem sempre
a moto e as pernas do piloto cabem, é preciso “caminhar” com os
pés fora da cava e a moto dentro.
Morrinhos: são como corcovas, deve-se passar de terceira marcha, acelerando,
em pé para manter o equilíbrio e puxando o guidão para trás para não travar
em um desses morrinhos. Assim como os pilotos de motocross.
Raízes ou galhos caídos: são sempre uma problema durante a trilha, se
o trilheiro não for para cima firme, principalmente em subidas, a moto passa
o pneu da frente fica prezo na raiz pele de trás, ele perde tração e derrapa,
geralmente não adianta acelerar, o que desgasta os pneus. O negócio é o seguinte,
se não der para passar margeando o pneu dianteiro em algum morrinho lateral,
você chegar com a moto numa com uma marcha reduzida, puxar o guidão para trás
em pé e acelerar, a moto vai levantar a dianteira e passar sem problemas, se
estiver numa boa velocidade não terá problemas para passar o segundo. Importante:
a moto deve estar alinhada com o obstáculo, se entrar na diagonal um dos pneus
pode derrapar e te dar um rapa daqueles. Isto vale para raízes, pedras, etc...,
agora se ainda não está confiante o bastante tente passar devagar e dê uma ajuda
a moto com as pernas ou saia de cima da moto.
Troncos caídos: é necessária uma “empinadinha” na roda dianteira
para passar a frente da moto, quando o protetor do Carter bater no tronco, a
moto deverá ser inclinada para frente e com a ajuda do corpo a roda traseira
encosta-se ao tronco, então basta acelerar. A mesma técnica vale para pedras
grandes no meio do caminho. É preciso uma atenção caso haja muitos tocos na
trilha. Os acidentes mais comuns causados por eles são: dedos e pés fraturados.
Se não tiver equipamentos, vá com calma!!!
Saltos inesperados: quando você for enfrentar um obstáculo em alta velocidade
e não der para você diminuir a velocidade a tempo, apenas se posicione corretamente
na moto e quando chegar no obstáculo faça uma pequena força puxando o guidão
para cima, evitando que a frente caia. Nos saltos é sempre aconselhado cair
a roda traseira ou com as duas rodas, é necessário que o trilheiro tenha a coragem
de enfrentar o obstáculo para evitar acidentes e danos a moto ou a ele mesmo,
normalmente um pulo em velocidade alta com a moto bem alinhada ao obstáculo,
dificilmente acontece algo errado, a moto pula de forma correta, sendo necessário
apenas que o trilheiro fique em pé na moto para melhorar o equilíbrio, terminando
o salto. Agora quando o trilheiro entra freando no obstáculo, a moto tende cair
à frente, é quando acontece o acidente. Normalmente os trilheiros danificam
suas motos nos obstáculos inesperadas que surgem nas trilhas de média e de alta.
Um que trilheiro esta a cerca 70km/h em uma trilha de média, em uma vereda,
que se depara com um cupim escondido pelo mato e tenta frear, está fadado a
não conseguir parar a moto a tempo e ser arremessado para frente.
Riachos: escolha o caminho que achar mais apropriado e caso entre, não
fique esperando que Deus ajude, acelere e só pare quando já estiver tranqüilo
do outro lado. É importante não deixar a água atingir o filtro de ar, nem deixar
a moto cair no rio. Para facilitar a visão do piloto pode-se ficar em pé nas
pedaleiras e mesmo que pareça refrescante, não deve passar muito rápido pelo
riacho porque pode ter uma pedra ou tronco submerso. A dica é, a parte do riacho
que tem correnteza é o local mais raso, e caso ele tenha partes claras e escuras,
as escuras mostram locais mais fundos.
Atoleiros: deve-se escolher o caminho mais seguro para evitar quedas,
tentando ao mesmo tempo uma pilotagem agressiva e cautelosa, andar sempre com
a marcha reduzida fazendo com que o motor esteja em alto giro para que
se mantenha o pneu limpo. O embalo é essencial, pelo menos irá vencer boa parte
do atoleiro na velocidade. No caso da moto atolar não adianta nada ficar acelerando,
pois a moto afunda mais. Desça da moto e mãos a obra.
Veredas: muitos trilheiros acabam afundando em veredas, pois se iludem
achando que vários matos e plantas significam solo mais resistente, sem saber,
acaba passando por um pântano. Nas partes mais úmidas da moto afunda muito,
e solo faz sucção nos pneus e ao pé do trilheiro. Não tente sair de uma vereda
acelerando vendo que sua moto não se move, pois você só irá afundar mais. A
melhor alternativa é chamar um amigo para te ajudar a empurrar e ir acelerando
vagarosamente.
Areia: se for muita areia tente manter-se durante todo o tempo em pé
na moto, com o corpo levemente inclinado para trás e em marcha reduzida para
manter a frente sempre leve. Isso vai dar mais estabilidade a moto e evitará
que você atole.
Piso batido: utilizar uma marcha mais alta fazendo com que o motor trabalhe
com menor giro para evitar que a roda perca tração e que consiga o máximo de
aproveitamento.
Pedras: manter-se sempre em pé na moto, com o corpo levemente inclinado
para frente, para evitar que a dianteira saia da mão, utilizar-se de uma marcha
reduzida sempre que precisar ter resposta rápida.
O Que Usar: Deve-se usar, de preferência, todos os itens citados acima.
Mas, caso a situação financeira esteja preta, dê prioridade a compra do capacete
e da bota. A bota é definitivamente o equipamento que mais sofre durante
uma trilha, e só quem já deu com ela em um toco sabe a sua importância. A partir
dai deve-se adquirir esses equipamentos: joelheiras, cotoveleiras, luvas, calça
grossa e camisa, que são relativamente baratos e fazem muita diferença. Agora
é só dar uma economizada, comprar o colete e a cinta abdominal e ficar
totalmente protegido. É sempre bom ter água a mão, não importa o meio. Lembre-se
que sua saúde e condição física são muito mais importantes que qualquer outro
bem. Por isso, de preferência aos equipamentos de boa qualidade.
O Que Levar: Antes de cada trilha você deve pensar bem nas situações
que pode vir a enfrentar, e baseado nisso escolher o que deve ou não ser levado.
Só a experiência fará com que saiba exatamente o que levar. Tente levar apenas
itens que possam ter, quanto menos melhor. Você deve levar as chaves que servem
na sua moto e deve estar acostumado a usá-las isto te ajudará a saber o que
é importante e o que está sobrando. Se for sair em grupo combine o que cada
pessoa deve ter na pochete, um monte de chaves repetidas em várias motos não
vão ajudar muita coisa, vão ser apenas peso extra. Carregue o mais pesado, como
alicates.
Características dos Equipamentos: Bolsa de Ferramentas: Essencial para
quem não que ficar na mão no meio de uma trilha, para maiores informações leia
o texto acima. Botas: depois do capacete o item de segurança mais importante,
e com certeza o quemais sofre durante as trilhas. Apesar de não ser barata só
quem já deu com ela num toco sabe o seu valor.
Calça: deve ser grossa e resistente, em caso de queda é bom tem um acolchoado
também. Caso não tenha uma especifica para o esporte, separe uma velha e só
use ela, as trilhas acabam com qualquer roupa.
Camisa: prefira as de manga comprida, não se deve sair com camisetas
cavadas, além de não proteger ainda causa sofrimento e frio em caso de chuva.
É recomendável ter uma especifica também.
Capacete: O mais importante dos equipamentos, prefira os abertos com
aba, permitem uma melhor visão e a entrada de ar nem se compara. Tem que ser
confortável, adequado no tamanho e com selo de qualidade.
Cinta Abdominal: Evita perfurações abdominais, melhora a postura e segundo
alguns diminui as dores no fim do dia.
Colete: Deve ser usado para evitar pedradas ou batidas de galhos em trilhas
mais fechadas, pode ser usado sob ou sobre a camisa. Além da obvia função
de proteger, é um item que dá confiança numa trilha, afinal de contas não é
nada animador ficar levando galho no peito o tempo todo.
Cotoveleiras: Muito importante em caso de queda. Joelheiras: Além da
importância durante uma queda, protege muito o trilheiro de tocos e galhos durante
a trilha.
Luvas: Protege a mão contra galhos, queimaduras e durante quedas. Além
de dar mais segurança ao pilotar. Não deve ser grande para não criar
bolhas.
Meião: Fundamental para se usar com as botas especificas, que parecem
não ter sido feitas para ser confortáveis mas, para proteger, evita calos e
dá um firmeza a mais para a bota.
Mochila de Hidratação: É bem pratica e deixa o trilheiro com acesso à
água o tempo todo, mas o mais importante é ter água sempre a mão, não importando
os meios.Narizeiras: Acoplada ao óculos tem a função de proteger e ainda dá
uma ajuda com as eventuais "sujeiras".
Óculos: Apesar de embaçar muito, o que é um mal menor se comparado a
quantidade de terra que pode entrar no seu olho, é fundamental para todos os
tipos de situação.Além disso, deve encaixar bem no formato do rosto e do capacete.
| Fonte: Clube da Trilha |
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